segunda-feira, 15 de junho de 2009

Construir um curso de Psicologia não é tarefa fácil, principalmente quando essa construção inclui a conscientização política dos estudantes. Estar em uma universidade, sobretudo em uma universidade pública, como a nossa, não inclui apenas aprender os conteúdos propostos. Sermos universitários implica em um grande compromisso social, em sermos capazes de fazer a diferença, de contribuir com a nossa sociedade.
Tomando consciência do papel dos universitários de uma universidade pública, decidimos "vestir a camisa" do movimento estudantil. Acreditamos que, com muita energia, atitude, união e vontade, podemos transpor nossos obstáculos e lutar pelos nossos ideais de democratização, representatividade participativa, integração intra e inter universidade, autogestão e transparência.
A partir desses ideais, surge a idéia principal de nossa chapa: a de reinventar conceitos, romper tabus existentes em nosso curso, que além de ser formado por uma quantidade pequena de estudantes, já passou por inúmeras situações que foram razão suficiente para desmotivar muitos dos alunos que ainda permanecem.
Queremos ser como o arco-íris, que confunde suas cores e produz um efeito maravilhoso. Pretendemos ser co-autores, construir juntos, lutar pela nossa autonomia. E é a partir da palavra "autonomia" que buscamos realizar mudanças: se cada um de nós possuirmos autonomia, formos sujeitos de nós mesmos, fazendo nossa parte no movimento estudantil, e dividindo um pouco do trabalho e responsabilidade com o Centro Acadêmico, os objetivos comuns dos estudantes de Psicologia prevalecerão. O Centro Acadêmico é, sem dúvida, ferramenta fundamental em qualquer curso superior, porém qualquer pessoa que não faz parte do mesmo pode sentir-se à vontade para ajudar da maneira que achar mais viável.
Nossa missão será plantar a semente da causa estudantil, mostrar que sempre é possível fazer melhor. Precisamos ter consciência de nossos direitos para poder reivindicá-los e não podemos esquecer de nossa responsabilidade enquanto cidadão e estudantes. Devemos quebrar tabus, mudar, interagir.
Sonhar é preciso, mas agir também; pois agir sem sonhar é caminhar sem rumo e sonhar sem agir é transformar nossos sonhos em utopia. Às vezes, é inevitável deixarmos de sonhar, pois muitos são os obstáculos; acabamos por desacreditar que somos capazes de realizar nossos objetivos. Porém, é preciso lembrar que tudo que na vida exige empenho de nossa parte e até sacrifícios, mas que a recompensa vale todo o esforço.
Juntem-se a nós e, unidos, lutemos pela abolição da passividade, do desanimo, do pessimismo, da desigualdade de poder. Nós somos capazes de muito mais do que imaginamos. Não nos subestimemos.

Chapa Reinventar

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